
D. Pedro I
Av. de D. Afonso, 667, 7º esquina
1700 - 23 Lisboa
D. Inês de Castro
Margens do Mondego
Coimbra, 31 de Janeiro de 1355
Minha querida Inês de Castro,
Depois de um dia exaustivo, nada melhor para relaxar do que escrever-lhe uma carta, a propósito das lembranças recordadas. Esta carta é dirigida à vossa pessoa e há-de relembrar-lhe o amor inesquecível que sinto por si, minha amada Inês.
Sempre serás a única mulher que vou e hei-de amar com todo o respeito e fidelidade.
Depois do protector, teu pai, proibir-me de te ver, a minha alma desvaneceu, enriqueceu-se em lágrimas e tristeza profunda.
Todo o sofrimento ou qualquer lágrima para a ter ao meu lado ficará isolada e derramada no Rio Mondego, marcadando para sempre o triste rio.
Uma das margens do Rio Mondego ou ainda melhor, o nosso sítio, a Quinta das Lágrimas, espera-nos para um reencontro cheio de amor e alegria, no fim de tantos anos de esperança.
Recordando-lhe que esta carta que lhe escrevo é sinal do meu amor vivo e verdadeiro, minha amada Inês de Castro, recorrendo a um encontro, proposto por minha parte.
Espero uma resposta, para o momento marcado e revelado.
Um beijo eterno para sempre minha Inês, do teu amado,
Pedro.
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